Geração de emprego e renda no campo é tema de palestra durante encontro sobre inovação

Na manhã desta quarta-feira,  a ITCP-UFMS foi uma das convidadas no XIV Encontro da Rede Sul-Mato-Grossense de Inovação – Cidades Inovadoras realizado nos dias 20 e 21 deste mês, na sede do Sebrae-MS, em Campo Grande. Por volta das 11h00 a coordenadora do projeto, Mirian Coura, apresentou a palestra “Incubadora Tecnológica de Cooperativas – uma realidade de sucesso e que transforma vidas”.

Criado em 2009 pelo Ministério do Trabalho por meio da Secretaria Nacional de Economia Solidaria, a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, é hoje um programa consolidado que trabalha as dificuldades que as famílias do campo enfrentam sobre as escalas de produção como a falta de extensão rural, planejamento do ciclo produtivo e acesso a políticas públicas.

Incubando 10 municípios a cada 5 anos, a ITCP-UFMS gera emprego e renda na agricultura familiar, com a produção de base agroecológica e garantindo uma forma das famílias permanecerem no campo prevenindo o êxodo rural. Além disso leva as tecnologias produzidas pela academia para serem aplicadas nos assentamentos rurais e dá oportunidades a alunos da graduação de participarem ativamente da extensão universitária.

Mato Grosso do Sul, no panorama geral importa 80% do hortifrúti de outros estados sendo que no MS atualmente existem 178 assentamentos com aproximadamente 60 mil famílias. Isto é, há potencial, mas ainda existem poucas iniciativas.

“Hoje o conhecimento do campo não pode ser desprezado dentro das universidades e esse conhecimento que nós temos nas áreas específicas para levar a esses produtores tem sido um grande ganho para ambos”, afirma Mirian.

Ela explicou ainda como funciona a metodologia do processo, que é dividido em 3 fases, pré incubação, que dura 3 meses, e onde os assentados realizam as capacitações e organização de associações e cooperativas; a incubação, onde passam a produzir os alimentos a serem vendidos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) , Conab, feiras e supermercados; e a desincubação que funciona com um ano de consultoria onde o grupo passa a caminhar sozinho e o espaço é aberto para outros municípios.

Segundo ela, muitas vezes, as prefeituras não tem condição de trabalhar esse tema por conta das leis federais de orientação sanitária, exigidas pelo Ministério da Agricultura, que acabam sendo um ‘terrorismo’ na cabeça dos protutores.Tomando por base o projeto piloto que foi o município de Naviraí, ela contou sobre a produção de frango label rouge, a panificadora montada dentro do assentamento Juncal, a fábrica de doces, o artesanato produzido com materiais recicláveis, e como esses sistema faz para reduzir impactos ambientais.

No período da tarde a coordenadora ministrou o minicurso “Planejamento e Implantação de Incubadoras”  juntamente com Priscila O’Reilly da PUC/Rio e Emerson Corazza do IFMS.

O evento segue durante todo o dia amanhã (21) com o workshop “Criando um Negócio Social: como iniciativas economicamente viáveis podem solucionar os problemas da sociedade” com Ricardo Mastroti, Gestor de Educação da Yunus Negócios Sociais do Brasil. A inscrição será 2Kg de alimento não perecível que será revertido para doação.

Confira um pouquinho do que foi a palestra: