Brasileiros conseguem dobrar a renda ao trocar a cidade pelo campo

O produtor Ivan de Oliveira deixou as ferramentas da fábrica onde trabalhou por 13 anos e agora ganha três vezes mais com a plantação de couve. Imagem:

O produtor Ivan de Oliveira deixou as ferramentas da fábrica e agora ganha três vezes mais com a plantação de couve. Foto: G1

Enquanto os números da economia brasileira vão acumulando notícias ruins, também existem histórias de gente ganhando dinheiro por ter mudado de vida. Gente que trocou a cidade pela roça.

Na cidade quando se diz que tem pepino, é um problema, mas no campo, é uma solução. Quanto mais pepino melhor.

Maria Benedita de Moraes era gerente de supermercado. Já a Zilda trabalhava na faxina. “Larguei tudo para vir para roça, pegar na enxada”, conta a produtora.

O Ivan deixou as ferramentas da fábrica onde trabalhou por 13 anos. Arrendou um hectare de terra para plantar couve. Ganha três vezes mais que na cidade e já comprou até caminhonete.

Jornal Nacional: Como tapeceiro você estaria ganhando quanto hoje?

Ivan Ricardo de Oliveira, produtor: Uns R$ 1,2 mil, R$ 1,3mil. Hoje vendendo couve eu o ganho em torno de R$ 4 mil.

Gente que veio ganhar a vida no campo em Piedade, uma importante área agrícola de São Paulo, e deixou para trás a correria da cidade.

Foi assim que a gerente do mercado ficou de olho no setor que mais gostava. “Eu tive uma ideia. Falei ‘eu vou plantar, eu quero plantar, porque tudo que vem aqui vende’”, lembra a produtora Maria Benedita de Moraes.

E o que era sonho virou profissão.

Também com uma paisagem de mata nativa preservada, ar puro, e na frente a chance de ganhar dinheiro. Tudo isso no meio do silêncio, porque o único som que se ouve é o do canto dos pássaros. No local, a família trabalha unida, são 12,5 mil pés de morango e o resultado de tanta dedicação: frutas lindas, prontas para serem colhidas.

A terra que tava abandonada foi cedida pela dona do sítio. Em troca, a família cuida de tudo. O casal já construiu seis estufas onde tem produção o ano inteiro: pepino, tomate, morango.

Jornal Nacional: Dobrou o salário?

Zilda Moraes Vieira, produtora: Não tem o fixo, mas quando dá, dá melhor.

A ex-faxineira também viu a renda dobrar depois que deixou a limpeza para virar agricultora.

Dez por cento do que a Zilda recebe fica pro dono da terra. Ela deve colher este ano 5 mil caixas de legumes.

Histórias de quem descobriu que o sucesso, satisfação e renda também estão além do asfalto. “Ao lado da família, tirando o sustento da terra, é muito bom”, diz Maria.

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Fonte: G1